06/06/2026

Lista com 15 exercícios de Física resolvidos 3º ano Ensino Médio

Você pode fazer o download em pdf no Drive acessando o link abaixo:


Exercício 1:

A massa de uma pessoa é $70\ kg$. A aceleração da gravidade num local da Terra é $9,8\ m/s^2$ e na Lua, $1,6\ m/s^2$. Determine o peso da pessoa na Terra, na Lua e compare a massa da pessoa na Lua com a massa da pessoa na Terra.

Antes de iniciarmos com a resolução do problema, vamos relembrar a diferença entre massa e peso.

  • Massa $(m)$: É a quantidade de matéria de um corpo. É invariável. Não importam em que ponto do universo o corpo esteja. Assim, se a massa é de $70\ kg$ na Terra, na Lua, Marte, ou em qualquer outro ponto do espaço a massa continuará sendo de $70\ kg$.
  • Peso $(P)$: É a força com que a gravidade atrai essa massa. Como a gravidade muda de uma planeta para outro, o peso também muda.

A fórmula para calcular o peso é derivada da Segunda Lei de Newton:

$$ P = m \cdot g $$

Onde:

  • $P$ é o Peso (em Newtons $[N]$)
  • $m$ é a Massa (em quilogramas $[kg]$)
  • $g$ é a Aceleração da gravidade (em metros por segundo ao quadrado $[m/s^2]$)

Determinando o peso da pessoa na Terra

Dados fornecidos:

  • Massa: $m=70\ kg$
  • Gravidade na Terra: $g_T=9,8\ m/s^2$

Aplicando a fórmula:

$$ P_T = m \cdot g_T\\ \ \\ P_T = 70 \cdot 9,8\\ \ \\ P_T = 686\ N $$

Assim, o peso da pessoa na Terra é de $686$ Newtons.


Determinando o peso da pessoa na Lua

Dados fornecidos:

  • Massa: $70\ kg$
  • Gravidade na Lua: $1,6\ m/s^2$

Aplicando a fórmula:

$$ P_L = m \cdot g_L\\ \ \\ P_L = 70 \cdot 1,6\\ \ \\ P_L = 112\ N $$

O peso da pessoa na Lua é de $112$ Newtons.


Comparando as massas

As massas são iguais, tanto na Terra como na Lua, o que muda é o peso, em decorrência da gravidade.

Assim:

  • Peso na Terra: $686\ N$
  • Peso na Lua: $112\ N$
  • Comparação das massas: A massa na Lua é idêntica à massa na Terra

Podemos comparar o peso dos corpos na Terra e na Lua:

$$ \frac{P_T}{P_L} = \frac{686}{112}\\ \ \\ \frac{P_T}{P_L} = 6,125\\ \ \\ P_T \approx 6\ P_L $$

Assim, o peso de uma pessoa de massa igual a $70\ kg$ na Terra é igual à aproximadamente 6 vezes o peso dessa pessoa se estivesse na Lua.

Isso ocorre porque a razão entre as gravidades é aproximadamente 6:

$$ \frac{9,8}{1,6} = 6,125 $$

Ou seja, a relação entre os pesos é a mesma relação entre as gravidades, já que a massa não muda.


Exercício 2:

Para o sistema esquematizado na imagem abaixo, determine a aceleração dos corpos e a tração no fio. Despreze os atritos e considere o fio e a polia ideais. Dados: $m_A = 4,0\ kg$, $m_B = 2,0\ kg$, $g = 10\ m/s^2$ e $\text{sen}(\theta) = 0,80$.

Vamos entender as forças que atuam em cada bloco. Como não há atrito e a polia e fios são ideais, a mesma força de tração $(T)$ atua nos dois blocos, puxando-os em direção à polia.

Bloco $A$:

  • A força peso de $A$, $(P_A)$, puxa o bloco para baixo verticalmente
  • A tração $(T)$ puxa o bloco para cima em direção à polia

Calculamos o peso:

$$ P_A = m_A \cdot g\\ \ \\ P_A = 4 \cdot 10\\ \ \\ P_A = 40\ N $$

Bloco $B$:

  • A tração $(T)$ puxa o bloco para cima seguindo sua inclinação
  • A força peso de $B$, $(P_B)$, aponta verticalmente para baixo, mas precisamos da componente desse peso que tenta puxar o bloco rampa abaixo. Chamamos essa componente de $P_{Bx}$.

Para calcularmos $P_{Bx}$, utilizamos a fórmula:

$$ P_{Bx} = m_B \cdot g \cdot \text{sen}(\theta)\\ \ \\ P_{Bx} = 2 \cdot 10 \cdot 0,8\\ \ \\ P_{Bx} = 16\ N $$

Agora, comparamos as forças:

  • O bloco $A$ é puxado para baixo com uma força de $40\ N$
  • O bloco $B$ tenta descer o plano inclinado com uma força de $16\ N$

Como $40\ N > 16\ N$, o bloco $A$ vai descer e puxar o bloco $B$ para cima através da rampa.

Para cada bloco, a força resultante será a força a favor do movimento, menos a força contra o movimento.

Para o bloco $A$ descendo:

$$ P_A - T = m_A \cdot a\\ \ \\ 40 - T = 4 \cdot a \tag{1} $$

Para o bloco $B$ subindo

$$ T - P_{Bx} = m_B \cdot a\\ \ \\ T-16 = 2 a \tag{2} $$

Isolamos $T$ da relação $(2)$ obtendo:

$$ T = 2 a + 16 $$

E agora substituímos $T$ na equação $(1)$:

$$ 40 - (2 a +16) = 4 a\\ \ \\ 40 - 2 a - 16 = 4 a\\ \ \\ 24 = 4a + 2a\\ \ \\ 24 = 6a\\ \ \\ a = \frac{24}{6}\\ \ \\ a = 4\ m/s^2 $$

A aceleração dos corpos é de $4\ m/s^2$.

Para encontrarmos a tração $T$, basta substituirmos o valor da aceleração em qualquer das duas equações anteriores. Vamos utilizar a equação $(2)$:

$$ T = 2a + 16\\ \ \\ T = 2\cdot 4 + 16\\ \ \\ T = 8 + 16\\ \ \\ T = 24\ N $$

Assim, a aceleração dos corpos é de $4\ m/s^2$ e a tração no fio é de $24\ N$.


Exercício 3:

Dois corpos cujos pesos são de $5\ N$ e $20\ N$ estão suspensos no laboratório, como mostra a imagem abaixo. Determine as trações nos fios $AB$ e $CD$. Considere os fios ideias.

Como os blocos estão suspensos e em equilíbrio estático, a força resultante em cada ponto deve ser igual a zero. Ou seja, as forças que puxam para cima devem equilibrar as forças que puxam para baixo.

Bloco inferior (bloco 2):

Vamos descobrir a tração no fio $CD$, isolando o bloco inferior. Assim, descobrimos as forças que atuam no bloco:

  • O seu próprio peso o puxa para baixo: $P_2 = 5\ N$
  • O fio $CD$ o puxa para cima com uma força de tração $T_{CD}$

Como o bloco está em equilíbrio:

$$ T_{CD} = P_2\\ \ \\ T_{CD} = 5\ N $$

Portanto, a tração no fio $CD$ é de $5\ N$. Este fio só precisa sustentar o bloco 2.


Bloco superior (bloco 1):

Para descobrir a tração no fio $AB$, vamos analisar as forças atuando no bloco:

  • A força de tração do fio $AB$ puxa o bloco para cima com uma força $T_{AB}$
  • O seu próprio peso o puxa para baixo: $P_1 = 20\ N$
  • O fio $CD$ também está conectado na parte inferior do bloco 1, transmitindo a força de tração $T_{CD}$ para baixo com intensidade de $5\ N$

Para que o bloco fique em equilíbrio, a força que aponta para cima deve ser igual à soma das forças que apontam para baixo:

$$ T_{AB} = P_1 + T_{CD}\\ \ \\ T_{AB} = 20 + 5\\ \ \\ T_{AB} = 25\ N $$

De uma maneira mais direta, podemos pensar que o fio $AB$ está sustentando todo o conjunto que está pendurado abaixo dele, logo, ele suporta os pesos do bloco 1 e do bloco 2: $20+5=25\ N$.


Exercício 4:

Na figura abaixo, os fios e as polias são de massas desprezíveis. O corpo $A$ tem peso $P = 50\ N$. Determine as intensidades das forças de tração $T_1$ e $T_2$, supondo o sistema em equilíbrio.

Vamos analisar o sistema de baixo para cima, analisando o que está acontecendo com cada polia. Como o sistema está em equilíbrio, a soma das forças para cima deve ser igual à soma das forças para baixo em cada ponto.

Bloco $A$ e a polia inferior

Vamos analisar o bloco $A$ e a polia que está conectada diretamente a ele:

  • O bloco $A$ puxa o centro da polia para baixo com uma força peso $P=50\ N$
  • Essa polia é sustentada por um único fio que passa por baixo dela. Por um lado esse fio está preso no teto, e pelo outro sobe em direção à outra polia. A tração nesse fio é $T_2$
  • Como o mesmo fio passa pelos dois lados da polia inferior, ele exerce duas forças para cima, uma em cada lado. Assim, se o fio exerce uma tração $T_2$ de um lado da polia, também vai exercer uma tração $T_2$ do outro lado.

Para que essa polia fique em equilíbrio, as duas forças para cima devem equilibrar o peso para baixo:

$$ T_2 + T_2 = P\\ \ \\ 2T_2 = 50\\ \ \\ T_2 =\frac{50}{2}\\ \ \\ T_2 = 25\ N $$

Portanto, a intensidade da tração no fio 2 é $T_2=25\ N$.


Polia superior

Agora que sabemos a intensidade de $T_2$, vamos analisar a polia superior:

  • O mesmo fio que gera a tração $T_2$ está conectado ao centro da polia menor. Portanto, ele puxa essa polia para baixo com a força que acabamos de calcular $T_2=25\ N$
  • Essa polia menor é sustentada por um outro fio que passa por baixo dela com tração igual a $T_1$
  • Analogamente ao que aconteceu na polia inferior, esse fio atua dos dois lados, exercendo duas forças para cima

Para manter o equilíbrio na polia menor, temos:

$$ T_1+T_1 = T_2\\ \ \\ 2T_1 = 25\\ \ \\ T_1 = \frac{25}{2}\\ \ \\ T_1 = 12,5\ N $$

Portanto, a intensidade da tração no fio 1 é $T_1=12,5\ N$.

Assim, as intensidades das trações no fios são $T_1=12,5\ N$ e $T_2=25\ N$.

Cada polia móvel adicionada ao sistema reduz o esforço pela metade. Como tínhamos duas polias móveis sustentando o peso de $50\ N$ do bloco $A$:

  • A primeira polia dividiu o esforço por 2, resultando $25\ N$.
  • A segunda polia dividiu novamente por 2, resultando em $12,5\ N$

Exercício 5:

Uma fonte luminosa está a $30\ cm$ de uma lente convergente de distância focal de $20\ cm$. Determine a que distância da lente deve ser colocado um anteparo a fim de se obter sobre ele a imagem real nítida do objeto. Classifique a imagem formada e calcule o aumento linear transversal da imagem.

Vamos organizar os dados fornecidos:

  • Distância do objeto à lente $(p):\ +30\ cm$. Em problemas de lentes que aparecem no Ensino Médio, quase todos os objetos isolados são reais, logo, usamos $p>0$
  • Distância focal da lente $(f):\ +20\ cm$. Usamos sinal positivo $(+)$ porque a lente é convergente. Se fosse divergente, usaríamos sinal negativo $(-)$
  • Distância da imagem até a lente $(p^\prime)$: é o que queremos descobrir (posição do anteparo)

Posição do anteparo

Para que a imagem seja projetada de forma nítida no anteparo, o anteparo deve ser colocado exatamente onde a imagem se forma. Usamos a Equação de Gauss:

$$ \frac{1}{f} = \frac{1}{p} + \frac{1}{p^\prime} $$

Substituímos os valores fornecidos:

$$ \frac{1}{20} = \frac{1}{30} + \frac{1}{p^\prime} $$

Vamos isolar $p^\prime$:

$$ \frac{1}{p^\prime} = \frac{1}{20}-\frac{1}{30}\\ \ \\ \frac{1}{p^\prime} = \frac{3-2}{60}\\ \ \\ \frac{1}{p^\prime} = \frac{1}{60}\\ \ \\ p^\prime = 60\ cm $$

Logo, o anteparo deve ser colocado a $60\ cm$ de distância da lente.


Aumento linear transversal

O aumento linear monstra quantas vezes a imagem é maior ou menor que o objeto e se ela está de cabeça para baixo. Para isso, usamos a fórmula:

$$ A = -\frac{p^\prime}{p} $$

Substituindo os valores que temos: $p^\prime = 60$ e $p=30$, obtemos:

$$ A = -\frac{60}{30}\\ \ \\ A = -2 $$

O aumento linear transversal é $-2$.


Classificação da imagem

A partir dos resultados obtidos, podemos classificar a imagem como:

  • Real: uma vez que $p^\prime > 0$. Toda imagem que pode ser projetada em um anteparo é real
  • Invertida: o sinal negativo no aumento linear $(A=-2)$ indica que a imagem está de cabeça para baixo
  • Maior: O valor absoluto do aumento linear é maior que 1, já que $|A|=2$, o que significa que a imagem tem o dobro do tamanho do objeto

Exercício 6:

Um corpo de massa $m=5,0\ kg$ é puxado horizontalmente sobre uma mesa por uma força $F$ de intensidade $15\ N$, conforme mostra a imagem abaixo. O coeficiente de atrito entre o corpo e a mesa é $\mu = 0,20$. Determine a aceleração do corpo. Considere $g=10\ m/s^2$.

Vamos analisar as forças que estão atuando no bloco que está sendo puxado sobre a mesa:

Força peso $(P)$: puxando o bloco verticalmente para baixo devido a ação da gravidade:

$$ P = m \cdot g\\ \ \\ P = 5 \cdot 10\\ \ \\ P = 50\ N $$

Força normal $(N)$: é a força de reação da mesa, de mesma intensidade que a força peso, mas no sentido contrário, empurrando o bloco verticalmente para cima. Como o bloco está teoricamente em uma superfície plana e horizontal, as duas forças se anulam:

$$ P = N = 50\ N $$

Força de atrito $(F_{at})$: á a força que atua na horizontal no sentido oposto ao movimento (ou à intensão do movimento) do bloco. A fórmula para calcular a força de atrito é dada pelo produto entre a força normal e pelo coeficiente de atrito:

$$ F_{at} = \mu \cdot N $$

A força de atrito foi dada pelo problema $\mu = 0,2$ e a força normal $N= 50\ N$:

$$ F_{at} = 0,2 \cdot 50\\ \ \\ F_{at} = 10\ N $$

Isso significa que a força $F$ puxa o bloco para a direita com um $15\ N$ e o atrito tenta segurá-lo com $10\ N$.

A força resultante $(F_{res})$ na horizontal será a força do movimento $(F)$ menos a força de atrito $(F_{at})$:

$$ F_{res} = F - F_{at}\\ \ \\ F_{res} = 15 - 10\\ \ \\ F_{res} = 5\ N $$

A aceleração $(a)$ é calculada aplicando a Segunda Lei de Newton:

$$ F = m \cdot a $$

Como já sabemos que a força resultante pelo movimento do bloco é de $5\ N$, e que a massa do bloco é de $5,0\ kg$, podemos aplicar na fórmula:

$$ F = m \cdot a\\ \ \\ 5 = 5 \cdot a\\ \ \\ a = \frac{5}{5}\\ \ \\ a = 1\ m/s^2 $$

Assim, a aceleração do corpo é de $1\ m/s^2$.


Exercício 7:

Uma partícula descreve um movimento circular uniforme com velocidade escalar $v=5,0\ m/s$. Sendo $R=2,0\ m$ o raio da circunferência. Determine o módulo da aceleração centrípeta.

Este é um problema sobre Movimento Circular Uniforme (MCU). A partícula se move descrevendo uma trajetória circular a uma velocidade constante. Apesar de a velocidade não variar, a direção e o sentido do vetor velocidade mudam a cada instante para que o corpo consiga seguir a curva circular. Quem faz essa mudança de direção acontecer é uma força resultante dirigida para o centro da trajetória. A aceleração produzida por essa força é chamada de Aceleração Centrípeta $(a_{cp})$, dada por:

$$ a_c = \frac{v^2}{R} $$

Onde:

  • $a_{cp}$ é a aceleração centrípeta, em $m/s^2$
  • $v$ é a velocidade escalar, em $m/s$
  • $R$ é o raio da circunferência, em $m$

Substituímos esses valores na fórmula, obtendo:

$$ a_{cp} = \frac{v^2}{R}\\ \ \\ a_{cp} = \frac{5^2}{2}\\ \ \\ a_{cp} = \frac{25}{2}\\ \ \\ a_{cp} = 12,5\ m/s^2 $$

Assim, a aceleração centrípeta vale $12,5\ m/s^2$.


Exercício 8:

Duas rodas tangenciam-se num ponto. Colocando-se uma delas a girar, esta transmite movimento à segunda. Admite-se não haver escorregamento no ponto de tangência e os raios das rodas são $R_A=r$ e $R_B=3r$. Determine a relação entre as velocidades angulares ($\omega_A$ e $\omega_B$) e entre as frequências ($f_A$ e $f_B$).

Como as rodas (polias, engrenagens, ...) possuem um contato direto, e não há escorregamento no ponto de tangência, a velocidade linear (ou escalar) das duas rodas nesse ponto é a mesma:

$$ v_A = v_B $$

Relação entre as velocidades angulares:

A velocidade linear $(v)$ se relaciona com a velocidade angular $(\omega)$ através do raio $(R)$ pela fórmula:

$$ v = \omega \cdot R $$

Substituindo essa relação na igualdade $v_a = v_B$, obtemos:

$$ v_A = v_B\\ \ \\ \omega_A \cdot R_A = \omega_B \cdot R_B $$

Os raios das rodas foram fornecidos como $R_A=r$ e $R_B=3r$. Substituindo esses valores, obtemos:

$$ \omega_A \cdot R_A = \omega_B \cdot R_B\\ \ \\ \omega_A \cdot r = \omega_B \cdot 3r\\ \ \\ \frac{\omega_A}{\omega_B} = \frac{3r}{r}\\ \ \\ \frac{\omega_A}{\omega_B} = 3 $$

Ou ainda:

$$ \omega_A = 3\ \omega_B $$

O que quer dizer que, a velocidade angular da roda $A$ é o triplo da velocidade angular da roda $B$.


Relação entre as frequências:

A velocidade angular $(\omega)$ está diretamente ligada à frequência de rotação $(f)$ e é dada pela fórmula:

$$ \omega = 2\pi \cdot f $$

Substituindo essa relação em $\omega_A = 3\ \omega_B$, obtemos:

$$ \omega_A = 3\ \omega_B\\ \ \\ 2\pi \cdot f_A = 3\big(2\pi \cdot f_B\big)\\ \ \\ \frac{2\pi \cdot f_A}{2\pi \cdot f_B} = 3\\ \ \\ \frac{f_A}{f_B} = 3 $$

Ou ainda:

$$ f_A = 3\ f_B $$

O que quer dizer que a frequência da roda $A$ é o triplo da frequência da roda $B$.

Assim, podemos concluir que a roda $A$ é menor que a roda $B$, pois $R_A=r$ e $R_B=3r$. Como a roda $B$ tem o triplo do raio de $A$, para que as duas tenham a mesma velocidade linear no ponto de tangência, a roda menor $(A)$ precisar girar 3 vezes mais rápido que a roda maior $(B)$. Por isso a frequência e a velocidade angular de $A$ são o triplo da $B$.


Exercício 9:

Uma força $F$ atua em um corpo na mesma direção e no mesmo sentido em que ocorre o deslocamento. O gráfico da intensidade da força $F$ em função do espaço $s$ está representado abaixo. Determine o trabalho da força $F$ quando o corpo sofre um deslocamento de $s=0$ para $s=10\ m$ e de $s=10\ m$ para $s=20\ m$.

O trabalho $W$ realizado por uma força $F$ mede a energia transferida para um corpo ao longo de um deslocamento $d$.

Uma forma simples de entender através de um gráfico $F \times s$ é que o trabalho $W$ é numericamente igual à área sob a curva. Ou seja, basta calcularmos a área entre a curva e o eixo horizontal dentro dos limites solicitados que obteremos o trabalho.

Trabalho de $s=0$ até $s=10\ m$:

Analisando o gráfico no intervalo de 0 a 10 metros, a linha vermelha é constante, pois a força $F$ permanece constante (horizontal) no decorrer do deslocamento de 0 a 10 metros. A forma geométrica formada é um retângulo:

  • Base $(b)$: de 0 a 10. Logo, $b = 10\ m$
  • Altura $(h)$: de a a 10. Logo, $h=10\ N$

A fórmula para a área do retângulo é:

$$ A_{ret} = b \cdot h\\ \ \\ W_1 = A_{ret}\\ \ \\ W_1 = 10 \cdot 10\\ \ \\ W_1 = 100\ J $$

Assim, o trabalho realizado no primeiro trecho é de 100 Joules.


Trabalho de $s=10\ m$ até $s=20\ m$:

Analisando o gráfico no intervalo de 10 a 20 metros, a linha vermelha é crescente. A força $F$ varia de 10 para 20 $N$ no decorrer do deslocamento de 0 a 10 metros. A forma geométrica formada é um trapézio:

  • Base maior $(B)$: é a altura do gráfico no ponto $s=20$. Logo, $B=20\ N$
  • Base menor $(b)$: é a altura do gráfico no ponto $s=10$. Logo, $b=10\ N$
  • Altura $(h)$: é a largura do intervalo de 10 a 20. Logo $h=20-10=10\ m$

A fórmula para a área do trapézio é:

$$ A_{trap} = \frac{(B+b)\cdot h}{2}\\ \ \\ W_2 = A_{trap}\\ \ \\ W_2 = \frac{(20 + 10)\cdot 10}{2}\\ \ \\ W_2 = \frac{30 \cdot 10}{2}\\ \ \\ W_2 = \frac{300}{2}\\ \ \\ W_2 = 150\ J $$

Assim, o trabalho realizado no segundo trecho é de 150 Joules.

O trabalho total realizado pela força $F$ ao longo de todo o deslocamento, de 0 a 20 metros, é a soma dos trabalhos dos dois trechos:

$$ W = W_1+W_2\\ \ \\ W = 100+150\\ \ \\ W=250\ J $$

Exercício 10:

Um motor é utilizado para elevar um bloco de massa $m=500\ kg$ a uma altura de $h=3,0\ m$ em um intervalo de tempo de $2,0\ s$, em movimento retilíneo uniforme. Sendo $g=10\ m/s^2$, encontre a potência teórica do motor.

A potência mede a quantidade de trabalho realizado por unidade de tempo, ou seja, o quão rápido o motor consegue realizar determinada tarefa.

Sendo assim, precisamos primeiro determinar o trabalho realizado pelo motor para depois encontrar sua potência.


Cálculo do trabalho:

O problema diz que o bloco sobe em movimento retilíneo uniforme $(MRU)$, ou seja, a velocidade é constante. Assim, a força que o motor faz para cima é igual à força peso que puxa o bloco para baixo.

O trabalho necessário para elevar verticalmente um corpo com velocidade constante é equivalente ao trabalho da força peso:

$$ W = m \cdot g \cdot h $$

Substituindo os valores fornecidos pelo problema:

$$ W = 500 \cdot 10 \cdot 3,0\\ \ \\ W = 15.000\ J $$

O motor realizou um trabalho de 15.000 Joules para levar o bloco até o topo.


Cálculo da potência do motor:

Para calcularmos a potência $P$ do motor, usamos a fórmula:

$$ P = \frac{W}{\Delta t} $$

Substituindo o trabalho que encontramos de $15.000\ J$ e o tempo gasto de $2,0\ s$, obtemos:

$$ P = \frac{15.000}{2}\\ \ \\ P = 7.500\ W $$

Assim, a potência nominal do motor é de $7.500\ W$, ou $7,5\ kW$.


Resolução alternativa:

Se o movimento é uniforme, então podemos resolver o problema de uma forma bem mais rápida usando a fórmula:

$$ \text{Potência} = \text{Força} \cdot \text{Velocidade}\\ \ \\ P = F \cdot v $$

Temos que:

  • A força é o peso: $F=500 \cdot 10 = 5.000\ N$
  • A velocidade é a razão da distância pelo tempo: $v=\dfrac{3,0}{2,0} = 1,5\ m/s$

Assim:

$$ P = 5.000 \cdot 1,5\\ \ \\ P = 7.500\ W $$

Que é o mesmo resultado.


Exercício 11:

Uma pedra é lançada obliquamente no vácuo com velocidade inicial de módulo $v_0 = 100\ m/s$, segundo ângulo de tiro $\theta$, com $\text{sen}(\theta)=0,60$ e $\text{cos}(\theta)= 0,80$. Considere $g = 10\ m/s^2$. Determine o tempo de subida da pedra, a altura máxima atingida e o seu alcance horizontal.

O lançamento oblíquo é a combinação de dois movimentos independentes acontecendo ao mesmo tempo:

Na horizontal (eixo $x$): O corpo se move em Movimento Retilíneo Uniforme (MRU), ou seja, com velocidade constante, pois não há nenhuma força atrapalhando ou empurrando.

Na vertical (eixo $y$): O corpo se move em Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV), sofrendo a ação da aceleração da gravidade $(g)$, exatamente como se fosse um lançamento vertical para cima.

Vamos resolver esse problema em 4 etapas para ficar mais fácil de entender.

Etapa 1: Decompor a velocidade inicial $(v_0)$

Vamos decompor a velocidade inicial $(v_0)$ em suas componentes horizontal $(v_{0x})$ e vertical $(v_{0y})$.

Velocidade inicial na horizontal $(v_{0x})$:

$$ v_{0x} = v_0 \cdot \text{cos}(\theta)\\ \ \\ v_{0x} = 100 \cdot 0,8\\ \ \\ v_{0x} = 80\ m/s $$

Velocidade inicial na vertical $(v_{0y})$:

$$ v_{0y} = v_0 \cdot \text{sen}(\theta)\\ \ \\ v_{0y} = 100 \cdot 0,6\\ \ \\ v_{0y} = 60\ m/s $$

Etapa 2: Determinar o tempo de subida $(t_s)$

Vamos agora calcular o tempo em que a pedra leva para subir olhando apenas para o movimento vertical (eixo $y$).

Quando a pedra atinge o ponto mais alto da trajetória, ela para de subir e inicia sua queda. Isso significa que a sua velocidade vertical $(v_y)$ nesse ponto é igual a zero: $v_y=0$.

Usamos a função horária da velocidade para o MRUV. Temos que levar em conta a gravidade que atua contra o movimento de subida, por isso o sinal negativo:

$$ v_y = v_{0y} - g \cdot t_s\\ \ \\ 0 = 60 - 10 \cdot t_s\\ \ \\ 10\ t_s = 60\\ \ \\ t_s = \frac{60}{10}\\ \ \\ t_s = 6\ s $$

Assim, o tempo de subida da pedra é de 6 segundos.


Etapa 3: Determinar a altura máxima $(H_{max})$

Para descobrirmos a altura máxima que a pedra atinge após esses 6 segundos, temos que olhar para o movimento vertical (eixo $y$). Utilizamos a Equação de Torricelli adaptada para o movimento vertical.

$$ v_y^2 = v_{0y}^2 - 2\cdot g\cdot H_{max} $$

Sabemos que no ponto máximo a velocidade é zero $(v_y=0)$:

$$ 0^2 = 60^2 - 2\cdot 10 \cdot H_{max}\\ \ \\ 0 = 3600 - 20\ H_{max}\\ \ \\ 20\ H_{max} = 3600\\ \ \\ H_{max} = \frac{3600}{20}\\ \ \\ H_{max} = 180\ m $$

Assim, a altura máxima atingida é de 180 metros.


Etapa 4: Determinar o alcance horizontal $(A)$

O alcance $A$ é a distância que a pedra viajou na horizontal (eixo $x$) até tocar o chão novamente.

Para isso, precisamos saber o tempo total em que a pedra se desloca no ar. Como o lançamento ocorre no vácuo e o ponto de chegada está na mesma altura do ponto de partida, o tempo de descida é igual ao tempo de subida. Assim:

$$ t = 2\ t_s\\ \ \\ t = 2\cdot 6\\ \ \\ t = 12\ s $$

Agora, usamos a fórmula do movimento horizontal (MRU), onde a velocidade $v_{0x}$ é constante:

$$ A = v_{0x} \cdot t\\ \ \\ A = 80 \cdot 12\\ \ \\ A = 960\ m $$

Assim, o alcance horizontal da pedra é de 960 metros.


Exercício 12:

Entre dois trilhos consecutivos de uma via férrea, deixa-se um espaço apenas suficiente para facultar livremente a dilatação térmica dos trilhos de $20^\circ C$ até a temperatura de $50^\circ C$. O coeficiente de dilatação térmica linear do material dos trilhos é $1,0 \times 10^{-5}\ ^\circ C^{-1}$. Cada trilho mede $20\ m$ a $20^\circ C$. Determine o espaço entre dois trilhos consecutivos na temperatura de $20^\circ C$.

Temos que entender que o espaço deixado entre os trilhos a $20 ^\circ C$ deve ser igual ao tamanho que um trilho vai aumentar quando a temperatura subir até $50^\circ C$. Se o espaço for menor que essa dilatação, os trilhos vão se chocar e possivelmente entortar. Se for maior, a freta fica maior do que o necessário.

A fórmula para calcular a variação de comprimento $(\Delta L)$ é dada por:

$$ \Delta L = L_0 \cdot \alpha \cdot \Delta T $$

Onde:

  • $\Delta L$ é a variação de comprimento do trilho
  • $L_0$ é o comprimento inicial do trilho
  • $\alpha$ é o coeficiente de dilatação linear do material
  • $\Delta T$ é a variação de temperatura (final menos inicial)

Vamos organizar os dados do problema para calcularmos a variação de temperatura. Temos que:

  • Comprimento inicial: $L_0 = 20\ m$
  • Coeficiente de dilatação: $\alpha = 1,0 \times 10^{-5}\ ^\circ C_{-1}$
  • Temperatura inicial: $T_0=20 ^\circ C$
  • Temperatura final: $T_f = 50 ^\circ C$
$$ \Delta T = T_f - T_0\\ \ \\ \Delta T = 50 - 20\\ \ \\ \Delta T = 30 ^\circ C $$

Agora, vamos calcular a dilatação do trilho:

$$ \Delta L = L_0 \cdot \alpha \cdot \Delta T\\ \ \\ \Delta L = 20 \cdot \big(1,0 \times 10^{-5} \big) \cdot 30\\ \ \\ \Delta L = 600 \times 10^{-5}\\ \ \\ \Delta L = 0,006\ m $$

Assim, o espaço entre dois trilhos consecutivos na temperatura de $20^\circ C$ deve ser de $0,006\ m$ ou seja, $6\ mm$.


Exercício 13:

Misturam-se duas quantidades de massas $m_1$ e $m_2$ de uma mesma substância, respectivamente a temperaturas $t_1$ e $t_2$. Compare as temperaturas finais de equilíbrio da mistura nos casos em que $m_1$ = $m_2$ e quando $m_1 \neq m_2$.

Quando misturamos duas massas de uma mesma substância, o calor trocado entre elas obedece à conservação de energia: O calor cedido pela parte mais quente é igual ao calor recebido pela parte mais fria. Podemos representar com a expressão:

$$ Q_{cedido} + Q_{recebido} = 0 $$

A quantidade de calor sensível é calculada por:

$$ Q = m \cdot c \cdot \Delta t $$

Onde $c$ é o calor específico e é o mesmo para as duas massas, pois são a mesma substância. Logo, $c$ se cancela. Assim:

$$ m_1 \Delta t_1 + m_2 \Delta t_2 = 0\\ \ \\ m_1 (T_f - t_1) + m_2 (T_f - t_2) = 0 $$

Vamos agora analisar e comparar os dois casos solicitados no problema.


Massas iguais: $m_1=m_2 = m$

Se as massas são idênticas, podemos substituir ambas por $m$ na equação acima:

$$ m (T_f - t_1) + m (T_f - t_2) = 0 $$

Dividimos ambos os membros da equação por $m$:

$$ T_f - t_1 + T_f - t_2 = 0\\ \ \\ 2 T_f - t_1 - t_2 = 0\\ \ \\ 2 T_f = t_1+t_2\\ \ \\ T_f = \frac{t_1+t_2}{2} $$

Assim, quando misturamos massas iguais da mesma substância, a temperatura final $T_f$ de equilíbrio será a média aritmética entre as duas temperaturas.


Massas diferentes: $m_1 \neq m_2$

Se as massas são diferentes, não podemos cancelá-las e temos que manter as massas $m_1$ e $m_2$. Seguimos isolando $T_f$:

$$ m_1 (T_f - t_1) + m_2 (T_f - t_2) = 0\\ \ \\ m_1 T_f - m_1 t_1 + m_2 T_f - m_2 t_2 = 0\\ \ \\ T_f (m_1 + m_2) = m_1 t_1 + m_2 t_2\\ \ \\ T_f = \frac{m_1 t_1 + m_2 t_2}{m_1 + m_2} $$

Se as massas são diferentes, a temperatura final $T_f$ de equilíbrio será a média ponderada das temperaturas iniciais e os pesos são as respectivas massas.


Exercício 14

Uma bala de chumbo, movendo-se à velocidade de $300\ m/s$, atinge um muro e fica incrustada nele. Supondo que metade da energia cinética da bala, transformada em energia térmica, permaneça na bala, determine a variação de temperatura que ela sofre. O calor específico do chumbo é $0,030\ cal/g ^\circ C$ e $1\ cal = 4,18\ J$.

Vamos organizar os dados fornecidos pelo problema:

  • Velocidade inicial da bala: $v=300\ m/s$
  • Calor específico do chumbo: $c=0,030\ cal/g^\circ C$
  • Relação de energia: $1\ cal = 4,18\ J$
  • Metade da energia cinética se transforma em calor

Como a velocidade está no SI $(m/s)$, a energia mecânica tem que ser em Joules $(J)$ e a massa em quilogramas $(kg)$. Temos que transformar o calor específico no SI. Fazemos:

$$ 0,030 \cdot 4,18 = 0,1254\ J/g ^\circ C = 125,4\ J/kg ^\circ C $$

Energia cinética da bala

A energia que a bala possuía antes de colidir é a Energia Cinética, dada por:

$$ E_c = \frac{m \cdot v^2}{2} $$

Como não sabemos a massa da bala, vamos deixá-la indicada como $m$ (não confundir com a unidade de medida de metro):

$$ E_c = \frac{m \cdot 300^2}{2}\\ \ \\ E_c = \frac{m \cdot 90.000}{2}\\ \ \\ E_c = 45.000 \cdot m $$

Quantidade de calor que ficou na bala

Durante o impacto, a energia cinética da bala é convertida em energia térmica. O enunciado informa que apenas metade dessa energia permanece na própria bala. Assim, a quantidade de calor $Q$ recebida pela bala é:

$$ Q = \frac{E_c}{2}\\ \ \\ Q = \frac{45.000 \cdot m}{2}\\ \ \\ Q = 22.500 \cdot m $$

Variação de temperatura

Agora que já sabemos o calor que a bala absorveu, substituímos na fórmula do calor sensível:

$$ Q = m \cdot c \cdot \Delta T\\ \ \\ 22.500 \cdot m = m \cdot 125,4 \cdot \Delta T\\ \ \\ \Delta T = \frac{22.500 \cdot m}{125,4 \cdot m}\\ \ \\ \Delta T = \frac{22.500}{125,4}\\ \ \\ \Delta T \approx 179,4 ^\circ C $$

Observe que a massa aparece tanto na energia cinética quanto na equação do calor sensível. Por isso ela se simplifica, tornando a variação de temperatura independente da massa da bala

Assim, a variação de temperatura sofrida pela bala foi de aproximadamente $179,4 ^\circ C$.


Exercício 15:

Um sistema recebe $400$ calorias de uma fonte térmica, enquanto, ao mesmo tempo, é realizado sobre o sistema um trabalho equivalente a $328\ J$. Determine a variação de energia interna do sistema. Adote $1\ cal = 4,18\ J$.

Para resolver esse problema, utilizamos a primeira lei da termodinâmica:

$$ \Delta U = Q - W $$

Onde:

  • $\Delta U$ é a variação da energia interna
  • $Q$ é a quantidade de calor trocada
  • $W$ é o trabalho realizado

Nesta convenção, W é positivo quando o sistema realiza trabalho sobre o meio externo e negativo quando o meio externo realiza trabalho sobre o sistema.

Transformação de calorias para joules

Iniciamos transformando calorias em joules:

$$ Q = 400 \cdot 4,18\\ \ \\ Q = 1.672\ J $$

O sinal de $Q$ é positivo porque o sistema está recebendo calor da fonte térmica. Se estivesse perdendo calor, seria negativo.


Sinal do trabalho $W$

Como o trabalho foi realizado sobre o sistema, o meio externo está transferindo energia para ele na forma de trabalho, aumentando sua energia interna. Assim, o trabalho entra na fórmula com o sinal negativo:

$$ W = - 328\ J $$

Cálculo da variação de energia interna

Agora que temos os valores e sinais corretos, aplicamos na fórmula:

$$ \Delta U = Q - W\\ \ \\ \Delta U = 1.672 - (-328)\\ \ \\ \Delta U = 1.672 + 328\\ \ \\ \Delta U = 2.000\ J $$

Assim, a variação de energia interna do sistema foi positiva, tendo um aumento de $2.000\ J$.

Referências:

Esta lista de exercícios foi cedida por uma aluna do Terceiro Ano do Ensino Médio, estudante do Colégio Adélia Camargo Corrêa em Guarujá, SP

COMO REFERENCIAR ESSE ARTIGO: Título: Lista com 15 exercícios de Física resolvidos 3º ano Ensino Médio. Publicado por Kleber Kilhian em 06/06/2026. URL: . Leia os Termos de uso.


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